Certezas, achismos e você pra completar

Esse não é mais um texto pra você. É sobre você. Sobre você não fazer parte da minha vida, dos meus dias e só saber viver lá no meu mundinho paralelo, aquele que a gente idealiza todos os dias antes de dormir. É lá que você vive e eu nem sei quando é que você vai sair de lá. Afinal, eu não te conheço, eu te imagino. Alto, magro, com um sorriso tão encantador que me tira o fôlego só de olhar para ele por alguns segundos. Olhar desafiador e misterioso, que me deixa encabulada mesmo estando me olhando do outro lado da rua. Mãos macias e suaves.
Leves, que com um simples toque me deixa arrepiada dos pés a cabeça, do meu lado certo e do avesso. Lábios rosados com gosto de fruta mordida, sempre querendo mais. E toda vez que chegam perto dos meus, me fazem flutuar e as borboletas do estômago passearem pra lá e pra cá. Cabelos, do tamanho exato para eu conseguir puxar enquanto a gente se beija. Mas como querer alguém que nem ao menos eu sei que existe por aí e também quer alguém assim como eu? Desajeitada, dramática, carente, sozinha, atrapalhada, pra chamar de sua? Eu posso até estar querendo demais, alguém perfeito demais, onde ninguém é perfeito. Ou esperando alguém diferente de todo o resto, sendo que não existem tantas pessoas diferentes assim no mundo, mas você, você mesmo, que um dia, talvez, quem sabe, provavelmente, resolva dar as caras desse lado do mundo real, mesmo que não seja desse jeitinho que eu te imaginei, sonhei, idealizei e sempre quis, vai fazer meu coração pular, a respiração parar e as mãos suarem na mesma intensidade. Não há certezas concretas para que isso ocorra, mas tá ai um achado, que poderia se tornar certeza, para deixar esse fato e me fazer feliz com esse acho.
Jéssica Severo
Jéssica Severo, mas pode chamar de Jess. Tem 25 anos, mora em SP, jornalista, aquariana e apaixonada por internet. Doida por fast-fashion, fast-food e produtos de beleza.